Antes de mais nada, nesse vídeo eu estou apresentando o visionOS como ele é hoje, mostrando os recursos, a usabilidade e como tudo funciona no dia a dia. A ideia aqui não é comparar com outras plataformas. Inclusive, em breve vou trazer um vídeo no mesmo formato mostrando o Horizon+ da Meta, seguindo exatamente a mesma linha.
O objetivo é simples: mostrar cada plataforma de forma prática, como elas realmente funcionam, sem entrar nessa disputa de “qual é melhor”, mas sim entendendo o que cada uma entrega.
No vídeo eu mostrei bastante coisa do visionOS funcionando na prática, mas tem algo que só aparece mesmo quando você passa um tempo usando. No começo, parece só mais um sistema com janelas flutuando, meio futurista, bonito, diferente… mas ainda familiar. Só que depois de um tempo, você começa a perceber que não é sobre janelas. É sobre espaço.
Durante a gravação, ao apresentar o Persona, houve um problema de sincronia entre o áudio e a captura de imagem. Nada que comprometa o conteúdo, mas pode ser percebido mais para o final do vídeo.
A forma como você usa os aplicativos muda sem você perceber muito. Você não “abre” mais apps do jeito tradicional. Você posiciona. Você deixa eles ali. E isso vai ficando natural. O Apple TV, por exemplo, deixa de ser só um aplicativo e vira praticamente um ambiente. Dependendo de onde você coloca, do tamanho que você usa, do ambiente que está ativo, a sensação muda completamente. E isso vale pra praticamente tudo.
Falando em ambiente, isso é uma coisa que eu achei que seria só estética no começo, mas não é. Ele muda mesmo a forma como você usa. Tem hora que você quer algo mais fechado, mais focado, tem hora que você quer abrir mais o espaço. Parece simples, mas influencia direto no tempo que você passa ali dentro.
Uma coisa que me chamou muita atenção, e que acho que pouca gente comenta, é essa ideia de persistência. Você coloca algo em um lugar, sai, volta depois… e aquilo continua ali. Parece detalhe, mas não é. Isso muda completamente a relação com o sistema. Ele deixa de ser algo que você usa por sessão e começa a virar um espaço contínuo, quase como se fosse um ambiente seu mesmo.
E isso conecta muito com outra parte que faz bastante diferença, que é o áudio. O som não vem “do sistema”, ele vem de onde o conteúdo está. Se você coloca um vídeo à esquerda, o som vem dali. Se você anda, muda de posição, ele acompanha. E quando você coloca um AirPods, aí fica ainda mais evidente. Não é só qualidade, é sensação de espaço mesmo. Para consumir conteúdo, isso muda bastante a experiência.
Uma parte que eu achei que seria só curiosidade e acabou me surpreendendo foi o Spatial Gallery e as fotos espaciais. Porque foto, normalmente, é algo rápido. Você abre, olha e passa. Aqui não. Tem momentos que você para. Você fica ali olhando. Não é perfeito ainda, dá para ver que está evoluindo, mas já dá para entender o potencial. Parece mais uma memória do que um arquivo.
No dia a dia, uma das coisas que mais fez sentido para mim foi o Mac Virtual Display. Ter uma tela gigante, ajustável, no espaço, é realmente útil. Ajuda muito no foco, principalmente quando você quer isolar alguma coisa. Não substitui 100% um setup tradicional ainda, isso é fato. Mas também não parece algo experimental. Parece algo que já está no caminho certo.
Outra coisa que eu senti diferença com o tempo foi a organização. No começo fica meio bagunçado, porque você ainda está entendendo como usar. Mas quando você começa a criar pastas, mover aplicativos, organizar melhor, tudo começa a fazer mais sentido. Só que aqui tem um detalhe interessante: você não organiza só visualmente, você organiza no espaço. E isso muda a forma como você lembra onde as coisas estão.
Também tem a parte de controle, que eu acho que ainda vai evoluir bastante. Hoje já dá para usar controles de Xbox, PlayStation, tem suporte aos controles do PSVR2, além de canetas como a Muse. Isso abre um leque bem grande de possibilidades. Nem tudo está perfeito ainda, mas já mostra que o sistema não está preso só ao gesto com a mão.
Sobre entretenimento, principalmente Apple Arcade, ainda está em evolução. Tem experiências legais, mas ainda não tem aquele conteúdo que faz você parar tudo para usar. Mas quando você junta isso com o espaço, com o posicionamento, com o áudio… dá para ver claramente que o potencial está ali.
No geral, depois de usar o visionOS por um tempo, a sensação que fica não é de algo fechado ou pronto. É de algo que já funciona, mas que ainda está amadurecendo. E isso não é ruim. Pelo contrário.
Ele não tenta ser melhor que iOS ou macOS. Ele tenta ser outra coisa. E acho que esse é o ponto que muita gente ainda não entendeu. Não é sobre substituir o que já existe. É sobre expandir.
Você continua fazendo as mesmas coisas… só que de um jeito diferente.
E para mim, isso já é suficiente para dizer que não é só uma ideia. Já é algo que dá para usar, testar, adaptar e começar a entender o que vem pela frente.
Nos próximos vídeos eu quero aprofundar mais nisso, principalmente olhando para aplicativos de terceiros e também para a experiência com jogos, tanto nativos quanto via PCVR. Porque é aí que muita coisa começa a mudar de verdade.













