Escolas secundárias no bairro de Sutton, em Londres, estão usando óculos de realidade virtual para ajudar estudantes a lidar com estresse de provas, TDAH e problemas em casa.
O programa, desenvolvido em parceria com a empresa Phase Space e o serviço de saúde mental do NHS, oferece sessões rápidas de apenas 7 minutos. Os alunos podem usar o VR em horários agendados ou quando precisam de um “reset mental” durante o dia.

De acordo com Zillah Watson (co-criadora do programa e professora visitante na University College London), 9 em cada 10 alunos apresentaram melhora significativa, com redução de ansiedade e estresse. Professores relatam que os estudantes estão mais calmos, com melhor frequência e comportamento em sala de aula.
Uma aluna de 16 anos, Lora Wilson, disse: “Provas me aterrorizavam. Agora elas não me assustam tanto.”
As escolas usam o VR principalmente pela manhã, quando muitos alunos chegam ansiosos por problemas familiares ou mudanças na rotina. Em vez de saírem da sala de aula, eles agora pedem para usar o programa.
O piloto está sendo testado em 15 escolas e é considerado uma das aplicações mais promissoras na educação atualmente.
O Brasil também tem diversos casos de uso de realidade virtual na educação e cultura. Escolas, universidades e museus já utilizam VR para simular ambientes históricos, treinar habilidades práticas, ensinar ciências de forma imersiva e promover inclusão digital.
Isso mostra que a realidade virtual tem um papel fundamental no auxílio ao aprendizado e na inserção de estudantes em novas tecnologias, tornando o ensino mais atrativo e acessível.
Essa iniciativa britânica reforça uma tendência global: o VR não serve apenas para games, mas também como ferramenta poderosa para saúde mental, educação e desenvolvimento humano.

Fonte: The Guardian















